Blog do Prof. Luciano Almeida Ferreira - Espaço criado para os meus alunos de graduação e pós-graduação.


O homem que desapareceu no Prado

A notícia saiu nos jornais, com algum destaque, durante uma semana. Depois não se falou mais no assunto. Não havia mais o que falar. Um turista brasileiro que excursionava pela Europa com um grupo simplesmente desapareceu dentro do museu do Prado, em Madri. Ficara para trás enquanto o grupo percorria os salões do museu em marcha acelerada, pois naquela mesma tarde tomariam o ônibus para Barcelona, e nunca mais fora visto. Sua mulher, que o acompanhava na excursão, ficou em Madri. Procurou o consulado brasileiro, foi à polícia, houve investigação, busca, consultas diplomáticas, perplexidade - seria seqüestro? - e, finalmente, nada. O homem sumira. Onde, exatamente, tinha sido visto pela última vez? A mulher não sabia bem. Na sala que tinha aquelas pinturas de gente comprida e magra, muito feias. El Greco? Acho que é. Seu marido tinha alguma razão para, hmmm, querer abandoná-la, senhora? Nunca! Éramos bem casados. Se o senhor fosse brasileiro, saberia muito bem quem nós somos. Gente muito importante.

De volta ao Brasil, a mulher contou à imprensa que aquela tinha sido a terceira viagem do casal à Europa. Na primeira, tinham ido a espetáculos e restaurantes. Na segunda, tinham liquidado os principais monumentos e paisagens, fotografando tudo para mostrar em casa e dar inveja aos amigos. Nesta viagem, iam dar uma passada pelos museus. Vocês sabem, cultura também é importante. Prado, Louvre, o Museu Picasso, em Barcelona. Ela fazia questão de dizer “Picassô”, com acento no “o”. Tinha certeza que o mistério seria esclarecido, um dia. Pobre do Oscar.

Alguns meses depois, outra notícia estranha apareceu nos jornais. Alguém no museu do Prado descobrira, num canto do quadro “As meninas”, de Velázquez, um vulto que não estava ali antes. Uma forma vagamente humana, os contornos de um rosto. Descartaram a idéia de que fosse obra de algum vândalo sutil. A ação do tempo, quem sabe? Alguma coisa no ar? Também não. O tempo e a poluição encobrem os detalhes, não os revelam. E, quando, em meio a grande polêmica nos meios artísticos, especialistas preparavam-se para levar o grande quadro a um laboratório e desvendar o mistério, o mistério aprofundou-se. O vulto desapareceu como tinha aparecido. Sem explicação.

Semanas depois, nova sensação. O vulto reapareceu numa pintura de Goya, no mesmo museu do Prado. Desta vez, bem mais nítido. O rosto - no meio de uma multidão de camponeses - era de um homem de meia idade, de óculos e bigode fino, com uma expressão de perplexidade, como se também não soubesse como fora parar ali. No dia seguinte, a figura não estava mais no mesmo quadro. Pulara para outro quadro de Goya. Depois para outro. Quando, finalmente apareceu por trás do divã da “Maja Desnuda” - agora com um meio sorriso na cara bolachuda - a sensação já corria mundo. Permitiram que o quadro fosse fotografado. Alguém, no Brasil, levou uma revista com a fotografia para a mulher do turista desaparecido. “Ionita este aqui não está parecendo...”

- Mas é o Oscar! - gritou Ionita. E desmaiou.

Ionita voou para a Europa. Talvez pudesse se comunicar com o marido, de alguma maneira. Mas ele desaparecera outra vez. Alguém julgou identificar sua cara atrás de um arbusto incandescente numa pintura de Hieronimus Bosch, mas foi rebate falso. Os Goyas, ele, definitivamente, não estava mais freqüentando.

Ninguém encontrava uma explicação para o fato. Quer dizer, explicações apareceram várias, mas nenhuma lógica. Chegaram a dizer que aquilo era uma vingança da alta cultura européia contra a horda de turistas em excursão que passavam por ela fingindo interesse, roubando a sua alma com suas polaróides e minando suas bases com seu tropel. A cultura contra-atacava. Fizera um prisioneiro. Mas, por que logo o pobre do Oscar?

- Como estava vestido seu marido quando desapareceu, senhora?

- Estava com uma camisa de bolinhas, comprada em butique. Caríssima.

- Era ele...

O rosto de Oscar não foi visto em nenhum outro quadro do Prado. Quando Ionita preparava-se para desistir e voltar de novo ao Brasil, recebeu a notícia. O rosto misterioso fora visto num museu de Amsterdam, na “Ronda Noturna”, de Rembrandt. Ionita voou para lá. Não havia dúvidas. Era o Oscar. Não parecia mais perplexo. Parecia entediado.

- Oscar, fale comigo! - gritou Ionita para o quadro. - Saia daí, Oscar. Os travellers ficaram com você.

Nada. Oscar estava integrado na tela. Se não fosse pela camisa de butique, podia ser um membro da guarda. Dali passou para um quadro expressionista de Van Gogh (“O que estão fazendo com você, Oscar!”, gritou Ionita, diante da sua cara deformada). Depois - com Ionita sempre correndo atrás - pulou para o Jeu de Pomme, em Paris. Percorreu todos os impressionistas. Ionita seguia Oscar na sua peregrinação por quadros e estilos e a imprensa seguia Ionita. Ela chegou a ficar doente quando Oscar apareceu num quadro de Picasso, em Barcelona, da fase cubista. O nariz de um lado, os dois olhos do outro, o bigode em cima, as bolinhas da camisa espalhadas por todo o quadro. Depois, Oscar desapareceu. Durante meses. Houve vigília em todos os museus da Europa. Até que, um dia, chamaram Ionita no seu hotel, em Paris.

- Madame, venha depressa.

Ionita correu para o Louvre. Oscar tinha aparecido ao lado da Mona Lisa. Estava à vontade. Até passara um braço pelos ombros da moça e também sorria para o público.

- Pobre do Oscar... - suspirou Ionita, resignada. - Pelo menos parece feliz.

E preparou a polaróide.


Este texto está no livro Comédias da vida privada.


Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 00h02
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996 (somente os artigos 36 e 37).

Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

[...]

Seção IV

Do Ensino Médio

        Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades:

        I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;

        II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;

        III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;

        IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.

        Art. 36. O currículo do ensino médio observará o disposto na Seção I deste Capítulo e as seguintes diretrizes:

        I - destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do significado da ciência, das letras e das artes; o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura; a língua portuguesa como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício da cidadania;

        II - adotará metodologias de ensino e de avaliação que estimulem a iniciativa dos estudantes;

        III - será incluída uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo, dentro das disponibilidades da instituição.

        IV – serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as séries do ensino médio. (Incluído pela Lei nº 11.684, de 2008)

        § 1º Os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação serão organizados de tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre:

        I - domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna;

        II - conhecimento das formas contemporâneas de linguagem;

        III - domínio dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia necessários ao exercício da cidadania. (Revogado pela Lei nº 11.684, de 2008)

       § 2º O ensino médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. (Regulamento)   (Revogado pela Lei nº 11.741, de 2008)

        § 3º Os cursos do ensino médio terão equivalência legal e habilitarão ao prosseguimento de estudos.

        § 4º A preparação geral para o trabalho e, facultativamente, a habilitação profissional, poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação profissional.  (Revogado pela Lei nº 11.741, de 2008)

Seção IV-A

Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio
(Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        Art. 36-A.  Sem prejuízo do disposto na Seção IV deste Capítulo, o ensino médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        Parágrafo único.  A preparação geral para o trabalho e, facultativamente, a habilitação profissional poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação profissional. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        Art. 36-B.  A educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida nas seguintes formas: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        I - articulada com o ensino médio; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        II - subseqüente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino médio.(Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        Parágrafo único.  A educação profissional técnica de nível médio deverá observar: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        I - os objetivos e definições contidos nas diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        II - as normas complementares dos respectivos sistemas de ensino; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        III - as exigências de cada instituição de ensino, nos termos de seu projeto pedagógico. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        Art. 36-C.  A educação profissional técnica de nível médio articulada, prevista no inciso I do caput do art. 36-B desta Lei, será desenvolvida de forma: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio, na mesma instituição de ensino, efetuando-se matrícula única para cada aluno; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        II - concomitante, oferecida a quem ingresse no ensino médio ou já o esteja cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada curso, e podendo ocorrer: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios de intercomplementaridade, visando ao planejamento e ao desenvolvimento de projeto pedagógico unificado. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        Art. 36-D.  Os diplomas de cursos de educação profissional técnica de nível médio, quando registrados, terão validade nacional e habilitarão ao prosseguimento de estudos na educação superior. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008)

        Parágrafo único.  Os cursos de educação profissional técnica de nível médio, nas formas articulada concomitante e subseqüente, quando estruturados e organizados em etapas com terminalidade, possibilitarão a obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após a conclusão, com aproveitamento, de cada etapa que caracterize uma qualificação para o trabalho. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 

[...]

 



Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 16h56
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Sangria

Ingredientes

1 laranja
1 limão
2 pêssegos frescos maduros
1/2 xícara de açúcar
3 colheres (sopa) de conhaque
1 litro de vinho tinto

Modo de Preparo

Lavar a laranja e secar com papel de cozinha. Cortar em fatia muito finas. Descascar os pêssegos e picar. Misturar o açúcar com as frutas em uma jarra de vidro. Colocar o conhaque e deixar macerar 5 minutos. Encher a jarra com o vinho, mexer com uma colher e levar à geladeira por 2 horas. Servir com pedras de gelo.

Rendimento: 1 litro

FONTE: http://www.terra.com.br/culinaria/internacional/esp_007.htm

 

 



Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 01h49
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 
Ingredientes

1 e 1/2 Kg de contrafilé ou filé
1 dente de alho
sal e pimenta-do-reino a gosto
1 colher (sopa) de tomilho
1 copo de vinho tinto
4 colheres (sopa) de azeite
batata frita a gosto
1 pé de alface

Filé à Parrilla
Modo de Preparo

Temperar a peça inteira de contrafilé com o alho socado, o sal, a pimenta, o tomilho e meio copo de vinho. Espalhar o azeite e deixar marinar de um dia para outro. No dia seguinte, injetar na carne, com uma seringa limpa, mais 4 colehres de vinho. Colocar na grelha durante 18 minutos de cada lado, pincelando d evez em quando com o líquido da marinada. Servir a carne fatiada com batata frita e salada de alface.

Rendimento: 4 pessoas

FONTE: http://www.terra.com.br/culinaria/internacional/esp_033.htm

 



Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 01h48
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Desemprego é o segundo menor desde 2002
Taxa de 7,9% também é a mais baixa para maio desde 2002

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País recuou para 7,9% em maio, o segundo menor patamar em seis anos e a menor taxa, desde 2002, para meses de maio. As boas notícias do mercado de trabalho foram ofuscadas, entretanto, pela queda de 1% da renda real ante abril, em conseqüência da alta inflacionária.

O gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, disse que a tendência é de novas quedas na taxa de desemprego até dezembro, exceto se “fatores exógenos” venham a afetar o desempenho do mercado de trabalho. Como exemplo desses fatores, ele citou a inflação, a alta dos juros e as crises externas. “Juros e inflação podem comprometer um pouco esse processo mas, exceto na renda, os efeitos demoram, não são imediatos.”

Segundo ele, os resultados em maio, com queda na taxa de desemprego, aumento no número de ocupados e queda no contingente de desocupados, “são extremamente positivos”. O gerente da pesquisa afirmou que o desempenho reflete o bom cenário econômico do País.

Claudia Oshiro, da Tendências Consultoria, observa que “o número de desempregados tem se reduzido substancialmente nos últimos meses, por conta de uma atividade econômica bastante aquecida”. No entanto, ela espera que o recuo forte de maio seja pontual.

O número de ocupados nas seis regiões cresceu 0,4% em maio ante abril, com aumento de 89 mil vagas no período. Na comparação com maio de 2007, houve expansão de 4,6%, ou mais 954 mil vagas em um ano. Desse total, 823 mil vagas eram formais. O número de desocupados (sem trabalho e procurando emprego) caiu tanto em relação ao mês anterior (-7,5%) quanto no confronto com igual mês do ano passado (-20,4%).

O nível de formalidade continua batendo recordes na série histórica, iniciada em março de 2002. O porcentual de empregados com carteira no total de ocupados foi de 44,2% em maio - há seis anos, não ultrapassava 40,2%. “A situação no mercado de trabalho em 2008 é favorável em relação aos últimos anos”, afirmou o gerente da pesquisa, acrescentando que “a taxa (de desemprego) tende a fechar o ano com novo recorde (de queda)”.

O recorde entre as menores taxas de desemprego mensais apuradas pelo IBGE é dezembro de 2007, quando foi de 7,4%, a mais baixa desde 2002. A taxa no mês de dezembro é sempre a menor registrada mensalmente a cada ano.

São Paulo
Cimar Azeredo, gerente da pesquisa realizada pelo IBGE, disse que a queda da taxa de desemprego no país foi puxada pela região metropolitana de São Paulo, que abriga 40% do total dos ocupados nas seis regiões e cuja taxa de desemprego recuou de 9,4% em abril para 8,6% em maio.

O mercado de trabalho paulista teve resultados importantes em maio, com aumento da ocupação e crescimento das contratações no setor industrial. “Tudo o que ocorre nas seis regiões pesquisadas primeiro acontece em São Paulo, então, essa primeira arrancada no mercado de trabalho paulista é extremamente favorável.”

Em maio, houve um acréscimo de 6,7% no contingente de ocupados na região metropolitana de São Paulo em relação a igual mês do ano passado, o que equivale à criação de 578 mil novas vagas. Desse total, 475 mil vagas são formais. Somente de abril para maio, foram registradas 113 mil novas ocupações.

Na indústria paulista, houve aumento de 3,3% no número de ocupados em maio ante abril e de 9,5% na comparação com maio de 2007. “A indústria tem ligado as máquinas mais cedo em São Paulo e esse já é um resultado muito favorável, já que em seguida outras regiões devem começar a mostrar maior absorção de mão-de-obra”, afirmou Azeredo.


27/06/08 - Jacqueline Farid

O Estado de S.Paulo



Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 18h37
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Programa do MEC leva ensino a presidiários do país

da Folha Online

27/06/2008

O Ministério da Educação anunciou um projeto para levar ensino a jovens e adultos nas prisões do país. Só em 2008 estão reservados R$ 5 milhões.

A verba será utilizada para criar programas educacionais voltados à parte da população carcerária no país, oferecer formação para profissionais da educação atuarem nos presídios e criação de acervos literários nas prisões.

Segundo dados do Ministério da Justiça o país tem, aproximadamente, 370 mil presidiários. Desses, 8% são analfabetos e 59% não chegaram a concluir o ensino fundamental.

Maria Aparecida Zanetti, coordenadora de educação de jovens e adultos da Secad/MEC (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade) afirma que a proposta é montar uma espécie de escola dentro das unidades prisionais.



Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 18h28
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


MEC PROPÕE TROCAR DÍVIDAS DE ESTUDANTES COM O FIES POR TRABALHO

Proposta seria aplicada para recém-formados médicos e professores.
Eles teriam de trabalhar em cidades do interior, onde há déficit.

O governo federal planeja trocar educação superior por trabalho. Uma proposta do Ministério da Educação (MEC) quer colocar médicos e professores formados com auxílio do Financiamento Estudantil (Fies buscar) trabalhando no sistema público de saúde e educação e, em troca, oferecer a quitação de seus empréstimos.
Aos médicos, caberia trabalhar em algum dos cerca de 1,2 mil municípios brasileiros onde até hoje não há atendimento. Já os professores seriam contratados para tentar preencher o déficit de 250 mil vagas existente hoje no sistema público de ensino básico.
A intenção do MEC é anunciar o programa no dia 29 deste mês, em um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Nova Iguaçu (RJ), e vê-lo entrar em funcionamento a partir dos contratos deste ano. No entanto, o efeito prático só seria visto daqui a quatro anos: apenas novos candidatos ao Fies poderiam aderir a essa proposta. A adesão não é obrigatória. Atualmente, existem 14,3 mil alunos de medicina no Fies. A inadimplência média do programa, para todos os cursos, é de 23%.
A proposta é dada como aceita dentro do governo, já que conta com “extrema simpatia” do presidente Lula. Ainda falta, no entanto, encerrar as negociações com a equipe econômica. “São recursos que a União deixa de receber”, lembra o secretário de Ensino Superior do MEC, Ronaldo Mota. “Mas, neste momento, pode ser mais importante a troca por educação e saúde.”
Um dos detalhes a decidir, por exemplo, é se o programa para professores seria para todas as áreas ou, dada as limitações financeiras, concentrado em matemática, física, química e biologia, disciplinas em que o déficit de professores é grave.
Também não estão definidas quantas vagas seriam oferecidas, se todas as necessárias ou apenas um número limitado por ano, e quanto tempo os estudantes teriam que trabalhar para quitar seu empréstimo. Mas já está decidido que o futuro médico ou professor não trabalhará de graça. Na verdade, ganhará duas vezes: um salário, pago pelas prefeituras ou governos estaduais, e a quitação do seu empréstimo. Os candidatos terão que cumprir pelo menos 20 horas semanais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 10h40
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


CONTRA XEROX DE LIVROS, cópias legais
Por meio de serviço online, aluno paga a editoras por trechos de obras, que são impressos com seu nome e CPF
Por: Renata Cafardo
O ESTADO DE S.PAULO

Para acabar com o xerox, a cópia legalizada. A Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), aliada às maiores editoras do País, lançou uma ferramenta na internet que permite aos estudantes comprar apenas capítulos de livros. Pelo site, o aluno seleciona o que precisa para seus estudos e o texto é impresso nas próprias bibliotecas ou livrarias das universidades. O preço - que já inclui os direitos autorais, repassado às editoras - deve ficar, no máximo, 20% superior ao cobrado pelas copiadoras de xerox.

O site foi chamado de Pasta do Professor e deve começar a funcionar ainda neste mês em quatro universidades. A prática de reprodução se disseminou nas últimas décadas com o aumento da tecnologia de cópias e também com o crescimento do ensino superior brasileiro. Em dez anos, o número de alunos aumentou 140% e a venda de livros universitários - aqueles usados como bibliografia nas aulas - caiu mais de 40%. A ABDR estima um prejuízo de R$ 400 milhões por ano por causa das cópias ilegais.

Os números também podem ser explicados pela chegada ao ensino superior dos jovens de classes C e D. “Seria impossível cursar a faculdade se tivesse que comprar todos os livros”, diz Cássia de Oliveira Souza, de 26 anos, que cursa Secretariado Executivo Bilíngüe na Faculdade Sumaré, e estudava nesta semana com várias reproduções de livros.

A instituição, que não permite que as cópias sejam feitas internamente, é a primeira a usar a nova ferramenta da ABDR. “Não conseguiríamos equipar nossas bibliotecas para ter livros para todos”, diz o diretor Eliseu Lourenço Pereira. A Sumaré tem cerca de 6 mil alunos.

Outro obstáculo à compra do livro é o fato de os professores montarem seus cursos com capítulos de diversas obras. “Gastei R$ 130 em um livro no ano passado e me arrependi porque usamos apenas dois capítulos na aula”, conta Danieli Galon, de 21 anos, aluna de Administração.

“Não estávamos oferecendo o que o mercado queria comprar, ou seja, o livro fracionado”, diz o diretor do projeto Pasta do Professor na ABDR, Bruno De Carli.

ARQUIVO SÓ EM PAPEL

O novo processo não libera o arquivo em PDF dos capítulos para os alunos, nem para leitura na tela do computador. Carli explica que isso permitiria que o arquivo pudesse ser repassado por e-mail ou mesmo impresso indiscriminadamente. O aluno pode encomendar seu texto pela internet a partir de pastas organizadas pelos próprios professores, que também terão acesso à ferramenta, mas receberão o texto impresso no ponto de venda.

A impressão terá uma linha d’água com o nome do aluno e os números iniciais de seu CPF para tentar inibir que seja também reproduzida. As impressoras dos pontos de venda terão de ser autorizadas pela ABDR. Mas são os estabelecimentos que determinarão o preço por página, assim como cada editora dará o valor de seu direito autoral. Um capítulo de 20 páginas, em média, deve sair por cerca de R$ 2,50.

Além da Sumaré, a ferramenta já foi aceita pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA), no campus da capital e de Ribeirão Preto, e pela Faculdade de Direito de Vitória. Editoras como Atlas, Saraiva, Artmed/Bookman e Wesley/Pearson/Prentice Hall fazem parte do projeto.

O autores de livros universitários aprovam a medida, mas dizem que não se importam tanto quanto as editoras com a disseminação dos xerox. “Não ganhamos quase nada com direito autoral. O que o autor quer é que o livro esteja acessível, mesmo que seja uma cópia”, diz o professor da FEA e escritor Daniel Augusto Moreira. “O mais importante é que se trata de fazer cópias de forma ética e isso também faz parte da formação dos alunos”, completa outro autor da FEA, Martinho Isnard. Ele se diverte ao contar que já teve até de dar autógrafos para alunos em cópias xerox de seus livros.

Reprodução de obras é crime com pena de prisão

O xerox é um crime contra a propriedade intelectual, com pena de 2 a 4 anos de prisão. A reprodução de livros ou de parte deles é proibida pela Lei do Direito Autoral, de 1998. Um dos capítulos menciona que a cópia só é permitida quando não há intuito de lucro – objetivo claro dos estabelecimentos que cobram pelas cópias.

Em 2005, o Ministério da Justiça iniciou uma cruzada contra o xerox em universidades de todo o País. A medida – que previa, primeiro, a negociação e depois, o emprego da lei – fazia parte das ações do Conselho de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual.

Inquéritos em São Paulo também foram abertos pela polícia contra instituições como USP, PUC-SP e Mackenzie. Desde então, a prática diminuiu dentro dos estabelecimentos de ensino, mas os alunos continuam fazendo cópias fora das instituições.R.C.

Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 10h09
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


SE OS TUBARÕES FOSSEM HOMENS.
Bertolt Brecht

“Se os tubarões fossem homens”, perguntou ao sr K. a filha da sua senhoria, “eles seriam mais amáveis com os peixinhos?”. “Certamente”, disse ele.

“Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal como vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca, e tomariam toda espécie de medidas sanitárias. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, então lhe fariam imediatamente um curativo, para que ele não lhes morresse antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar em direção às goelas dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.

O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo, quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que esse futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente.

Acima de tudo, os peixinhos deveriam evitar toda inclinação baixa, materialista, egoísta, marxista, e avisar imediatamente os tubarões se um dentre eles mostrasse tais tendências.

Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, eles iriam proclamar, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não podem se entender.

Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia o título de herói.

Se os tubarões fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo em direção às goelas dos tubarões, e a música seria tão bela, que a seus acordes todos os peixinhos, com a orquestra na frente, sonhando, embalados nos pensamentos mais doces, se precipitariam nas gargantas dos tubarões.

Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões.

Além disso, se os tubarões fossem homens também acabaria a idéia de que os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os menores.
Isso seria agradável para os tubarões, pois eles teriam, com maior freqüência, bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores, detentores de cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, construtores de gaiolas etc. Em suma, haveria uma civilização no mar, se os tubarões fossem homens".

Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 12h30
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



[...]
Tu estás lá
E tu estás em todos os lugares
E ouço a tua voz na música do mundo
E sinto a tua mão na plástica das coisas
Tu és o ponto de partida
Tu és o caminho
E és o fim do caminho
És o cardo que fere os pés
E a grama macia que os repousa
E a grande tempestade de vendo
E o ar parado que sereniza.
És o pranto dos olhos
E o riso da boca
És o sofrimento do mundo
Numa promessa de eterna felicidade
És Deus
Deus que vê todas as coisas e a todas dá remédio
E que é o único perdão:
Amém.
VINICIUS DE MORAES

Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 08h41
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Bolinho de bacalhau

Ingredientes
1 colher (sopa) de manteiga
1 cebola pequena ralada
1 dente de alho amassado
300g de bacalhau dessalgado, cozido e desfiado
150g de batata cozida espremida
4 colheres (sopa) de cheiro-verde picado
Sal e pimenta-do-reino a gosto
3 ovos
1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
Óleo para fritar

Modo de Preparo
Em uma panela, derreta a manteiga e refogue a cebola e o alho até dourar. Junte o bacalhau e mexa por 3 minutos. Retire do fogo, adicione a batata, o cheiro-verde, sal, pimenta e misture bem. Acrescente os ovos, um a um, mexendo a cada adição. Junte a farinha e misture bem. Pegue porções de massa com a ajuda de 2 colheres (sopa) e frite em óleo quente até dourar. Escorra em papel-toalha e sirva em seguida.

Culinarista: Mariana Maluf Boszczowski   



Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 18h52
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Resultado do Ideb diminui desigualdades regionais

da Folha de S.Paulo

O avanço mais intenso em municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país fez com que as desigualdades regionais em termos de qualidade do ensino diminuíssem, apesar de ainda serem bastante elevadas.

No primeiro ciclo do ensino fundamental (primeira a quarta série), a melhoria mais significativa aconteceu no Nordeste, região onde o Ideb, em dois anos, passou de 2,9 para 3,5. No mesmo período, o índice do Sudeste variou de 4,6 para 4,8.

Com isso, em 2005, 1,7 ponto separava as duas regiões. Em 2007, essa distância passou a ser de 1,3 ponto.

Maior avanço

Nessa etapa da educação, os Estados que apresentaram maior avanço foram Alagoas, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Todos verificaram, de 2005 para 2007, um aumento de 0,8 ponto em seu Ideb.

Em quase todas as unidades da federação, a melhora aconteceu tanto nas médias dos alunos quanto nos índices de aprovação, e as metas estipuladas para 2007 não só foram cumpridas como já ultrapassadas.

O único Estado que não cumpriu a meta no primeiro ciclo do ensino fundamental foi Minas Gerais, apesar de ter chegado bem perto: teve média no Ideb 4,7, quando a meta para 2008 era 4,8.

Para o ministro Fernando Haddad, é positivo que os Estados do Nordeste tenham melhorado mais, já que a meta para essa região era também mais rígida. "As metas para o patamar mais baixo são mais exigentes. É natural, porque o esforço para melhorar vai ficando cada vez mais presente. É quase como uma Copa do Mundo. O primeiro jogo não é igual à final. A dificuldade vai aumentando a cada jogada."

Apesar da melhora, são os Estados do Norte e do Nordeste os que continuam nas piores posições no ranking da quarta série. Os menores Idebs nessa fase de ensino são dos Estados Bahia, Alagoas e Pará. Os melhores são de Distrito Federal, Paraná e São Paulo.

Segundo ciclo

No segundo ciclo do ensino fundamental, avaliado a partir de provas aplicadas a alunos da oitava série e pelos índices de aprovação, somente dois Estados (Amapá e Pará) não atingiram as suas metas. Nessa etapa, os melhores desempenhos são de São Paulo, Santa Catarina e Paraná, enquanto os piores são encontrados na Paraíba e em Pernambuco e Alagoas.

Ensino médio

Essa tendência de diminuição das desigualdades regionais só não se mostrou no ensino médio, onde os resultados, em geral, não foram tão positivos quanto nos níveis anteriores. Nesta etapa da educação brasileira, dez Estados não cumpriram suas metas e, em sete deles, o resultado até piorou.

O destaque negativo desse grupo é de Sergipe, como Estado que já não estava entre os melhores e onde foi verificada maior diminuição do Ideb.

Em 2005, a nota média dos sergipanos no ensino médio era de 3,3, o que colocava o Estado na 11ª maior média. Dois anos depois, a nota caiu para 2,9 e, com isso, passou a ser apenas o 22º do ranking.

No ensino médio, os melhores desempenhos foram verificados no Paraná, em Santa Catarina, no Distrito Federal e em São Paulo. No final da lista aparecem Piauí, Amapá e Pará.

Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 08h52
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Ideb: como interpretar o índice
Instrumento de gestão, o índice favorece um planejamento mais eficiente da Educação como um todo

Mais um sobe e desce de números da Educação teve início nesta quarta-feira, dia 11, com a divulgação dos dados de 2007 do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos estados brasileiros pelo Ministério da Educação (MEC). Dessa vez, as estatísticas são, de forma geral, positivas, mostrando um crescimento dos níveis nos primeiros anos do Ensino Fundamental, mas também desvendando problemas no Ensino Médio. Consulte os dados. NOVA ESCOLA ON-LINE ouviu dois especialistas para levar a você, que está na sala de aula, informações que permitem formar uma opinião mais racional sobre os dados e saber como usá-los a seu favor para melhorar os processos de ensino e de aprendizagem.

Para a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, os resultados do Ideb não refletem todas as dimensões da Educação e não garantem a qualidade do ensino. "O professor precisa entender como o Ideb é calculado, o que ele significa (veja abaixo) e ter ciência do valor do índice na sua escola, no seu município e no seu estado. O índice deve ser levado em conta como mais um instrumento de diagnóstico da realidade escolar, como os números de reprovação e os resultados das avaliações. Por meio desses instrumentos o professor consegue planejar melhor seu trabalho e agir com mais eficácia no seu ambiente, produzindo qualidade", acredita a secretária. Os índices do seu município e da sua escola serão divulgados nos próximos dias.

Sobre os dados do Ideb de 2007, que em alguns casos superou as metas estipuladas pelo ministério para 2009 - a média brasileira de 1ª a 4ª série subiu de 3,8 para 4,2 e de 5ª a 8ª de 3,5 para 3,8, em uma escala de 0 a 10 -, Maria do Pilar acredita que o desafio será atingir os mesmos patamares de crescimento nas próximas edições do índice. "Tínhamos alguns estados com Idebs muito baixos que tiveram um crescimento significativo. É como se você tivesse 100 quilos e perdesse rapidamente 50, mas depois vai ficando cada vez mais difícil perder mais peso", compara.

A secretária acredita que até 2021 o país conseguirá atingir um Ideb nacional próximo de cinco pontos. "Isso nos colocaria no mesmo patamar de países desenvolvidos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas para chegar lá precisamos estreitar ainda mais a colaboração entre o governo federal, estados e municípios, investir em formação continuada, nos professores e diretores de escola e na infra-estrutura de gestão", analisa.

Autor de vários livros sobre Educação e professor da Universidade de São Paulo (USP), Vitor Paro defende que o Ideb não pode servir de parâmetro para avaliar melhoras ou pioras na Educação. "É um erro achar que esse é um bom critério para avaliar a Educação como um todo. Educação não é um índice econômico. O Ideb é uma estatística baseada no desempenho dos alunos na Prova Brasil e no Saeb, avaliações que medem apenas o que foi transmitido de informação aos estudantes. Ele não leva em consideração o processo educacional como um todo, que envolve a apreensão da cultura em seu sentido maior e a formação de um cidadão completo e capaz", critica.

Para o professor da USP, o Ideb pode ser válido como um instrumento de gestão, desde que seja compreendido como uma estatística que mede apenas um aspecto do processo educacional. "Precisamos investir em mais livros para as escolas, melhoria das condições de trabalho dos professores e outras questões mais prioritárias que a aferição de índices. A história da educação nos diz que 'nenhuma criança aprende se não quer aprender', e levar uma criança a querer aprender é o papel de uma escola de qualidade. E isso não se mede nem se consegue apenas com um índice", diz Paro.

Segundo ele, os professores devem ter em mente que o índice é apenas uma pequena parte de um processo educacional que é muito mais complexo. "Para criar as condições de aprendizagem e não apenas transmitir conhecimentos que podem ser medidos em avaliações, é preciso conhecer psicologia, estudar Educação, capacitar-se. Infelizmente, nosso professores têm péssimas condições para isso. Como ele pode formar um leitor competente se ele mesmo não pode comprar um livro e ter amplo acesso a informação e a formação de qualidade?", questiona Paro.

O que é o Ideb?
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica é calculado com base nos dados de aprovação, reprovação e abandono nas redes de ensino de estados e municípios e nas escolas, medidos pelo Censo Escolar do MEC. Ele leva em consideração, também, o desempenho dos estudantes no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e na Prova Brasil, exames aplicados em todo o país pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O índice tem, entre outras funções, o objetivo de servir como referência para a destinação de recursos federais na área de Educação. A primeira edição do Ideb foi divulgada em 2006. Com base no Ideb, foi possível estipular metas de melhoria na qualidade do sistema de ensino.
FONTE: http://revistaescola.abril.com.br/online/reportagem/repsemanal_282734.shtml

Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 08h51
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Professora abole lousa e planta árvores com os alunos

Keila Baraçal

“Preciso fazer alguma coisa para melhorar o mundo.” O exemplo de atividades para o seqüestro de carbono (CO2) é tido como “fácil” pela professora de geografia Wilma Helena Francisco Penna Sallovitz, 57. Há cinco anos ela leva para os alunos da Emef Esmeralda Salles Pereira Ramos o assunto de aquecimento global, por acreditar que seja um tema importante a ser debatido. E este plano de aula deu tão certo que, no ano passado, seus alunos plantaram em um terreno perto da escola - no Jardim Tremembé, zona norte da capital - 80 mudas de árvores.

“A idéia foi muito simples. Agora, pretendemos plantar outras 400 mudas”, anima-se a educadora, já fazendo projeção ao trabalho dos alunos para este ano. Wilma conta que há, pelo menos, vinte anos aboliu o uso da lousa em suas aulas. Para isso, teve que encontrar novas alternativas de ensinar os conceitos de geografia. “Vivo comprando filmes. Faço deles meu material de apoio”, conta.

E foi por esta iniciativa que, há pelo menos cinco anos, Wilma trabalha com o filme: “O clima e o homem até 2050”. O material da professora aborda didaticamente questões ligadas ao planeta. Foi através do filme que, segundo a professora, os estudantes aumentaram seus conhecimentos. Então, o próximo passou foi colocar em prática o que foi aprendido em sala de aula. “Vamos seqüestrar o gás carbônico”, pensou ela.

Através do site www.carbononeutro.com.br, conseguiu técnicas simples de se melhorar o ar. O material – que estava em inglês (hoje o site já se encontra em português) – foi traduzido pela professora da língua. As fórmulas – adaptadas à realidade dos Estados Unidos – foram transformadas para a metodologia brasileira. E com isso, foram plantadas unidades de araucária, ipê, sibipiruna, entre outras.

Como a professora se sente? “Missão cumprida. Sei que na área da educação as coisas demoram a dar resultadas, mas com quase trinta anos de carreira, eu sei que eles aparecem”, garante.
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/noticias/gd090608a.htm

Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 09h54
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Aos Alunos de pós-graduação em DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR do ITOP:

Boa tarde a todos! Um de vocês enviou-me um e-mail solicitando mais informações sobre uma das TAREFAS do nosso WEBQUEST. "POSTEI" aqui a resposta que lhe dei, pois esta pode ser a dúvida de outros. Eis o que foi respondido:

"É simples. Basta entrar no endereço eletrônico que forneci na WEBQUEST e escolher um poeta (qualquer um!). Você irá, tão somente, escolher uma, duas ou três poesias no máximo (do autor escolhido) para declamar. Se você puder se caracterizar (vestir-se como o autor!) será melhor! Mas o que, de fato, será avaliado é a interpretação da poesia!!!! Posso perguntar, obviamente, algo sobre a vida e obra do autor ou alguma curiosidade acerca do mesmo. É isso. Espero que tenha ajudado. Abraços!
Prof. Luciano".

Obs: Quaisquer outras dúvidas é só escrever para: lucianoaferreira@gmail.com


Escrito por Luciano Almeida Ferreira às 12h45
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 Prof. Luciano Almeida Ferreira
 Meu Fotoblog
 Meu outro Blog
 Poesias diversas
 Luís Fernando Veríssimo
 Rubem Alves
 Ricardo Gondim
 Blog do Caminho
 Caio Fábio
 Futebol
 Biblioteca Digital de Teses e Dissertações
 Biblioteca Nuovo Rinascimento
 Public Health Image Library
 Oxford Digital Library
 Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro
 Bíblia on line
 Conselho Federal de Biblioteconomia
 Biblioteca Virtual - Literatura
 Biblioteca Nacional (Brasil)
 Virtual Book Store
 Biblioteca on line de Ciências da Comunicação
 Biblioteca Nazionale Centrale di Roma
 Contos Completos de Machado de Assis
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis